Concelho de Almada · Distrito de Setúbal

A margem
que olha Lisboa
nos olhos.

De aldeia neolítica junto ao Tejo a cidade universitária e cultural: uma viagem pela história, pela gente e pelas paisagens do concelho de Almada — porque a Margem Sul é Top.

~5000
Anos de ocupação humana
1190
Foral atribuído por D. Sancho I
1973
Elevação de Almada a cidade
13,5 km
De linhas do Metro Sul do Tejo
Linha do Tejo · Evolução histórica

Dos primórdios aos dias de hoje

Almada nasceu à beira-rio e nunca deixou de viver em função dele. Esta é a corrente que atravessa a sua história — da pré-história à cidade universitária e cultural que é hoje.

  1. Pré-história · há cerca de 5000 anos

    As primeiras gentes junto ao Tejo

    Os vestígios mais antigos de ocupação humana na região remontam ao Neolítico, com achados também de época Paleolítica, Calcolítica e da Idade do Bronze. Sítios como a Quinta do Almaraz testemunham uma vida ligada ao rio desde tempos muito remotos.

  2. Antiguidade

    Fenícios, cartagineses e romanos

    A posição estratégica na foz do Tejo transformou a região num ponto de passagem e comércio para diferentes povos mediterrânicos, com ocupação púnica e romana documentada na Quinta do Almaraz e Quinta da Torre.

  3. Domínio árabe

    Al-Ma'adan, "a mina"

    Acredita-se que o nome Almada derive do árabe al-ma'adan ("a mina"), associado à exploração do jazigo de ouro da Adiça. Os árabes fortificaram o promontório natural, erguendo uma praça militar que vigiava a entrada do Tejo em frente a Lisboa.

  4. 1190

    Foral régio e domínio cristão

    Após a conquista cristã sob D. Sancho I, Almada recebe foral em 1190, ligado à Ordem Militar de Santiago. Em 1297, D. Dinis integra o território nos bens da Coroa, definindo a primeira delimitação oficial do concelho.

  5. 1384

    O cerco castelhano

    Durante o Interregno, Almada é cercada pelas tropas de Castela. A população resiste dentro dos muros do Castelo, privada da Fonte da Pipa — o principal ponto de abastecimento de água — até a vila se render, num dos episódios mais duros da sua história medieval.

  6. 1755

    O terramoto e os séculos lentos

    Entre os séculos XVI e XVIII, o crescimento da vila é lento. O terramoto de 1755, que devastou Lisboa, causa também estragos consideráveis em Almada.

  7. Séc. XIX

    Da agricultura à indústria

    A abertura da estrada Cacilhas–Trafaria marca a moderna expansão urbana. Nascem indústrias de fiação, tecelagem, cortiça e moagem, e em 1861 é construído, num dos estaleiros navais locais, o primeiro barco de ferro do país — Almada torna-se vila industrial.

  8. 1959 · 1966

    O Cristo Rei e a Ponte sobre o Tejo

    O Santuário Nacional de Cristo Rei é inaugurado em 1959, inspirado no Cristo Redentor do Rio de Janeiro. Em 1966 abre a ponte sobre o Tejo — hoje Ponte 25 de Abril — mudando para sempre a relação entre as duas margens.

  9. 1973

    De vila a cidade

    Com o forte crescimento populacional das décadas de 40 a 70 — impulsionado pela procura de emprego e habitação — e o desenvolvimento urbanístico, Almada é elevada a cidade a 21 de junho de 1973.

  10. 1974 · 1976

    Abril e o poder local democrático

    Com a Revolução de 25 de Abril, os almadenses passam a organizar-se e discutir livremente os problemas locais. As primeiras eleições autárquicas realizam-se em dezembro de 1976, abrindo uma nova fase na vida do concelho.

  11. 2007–2008

    O Metro Sul do Tejo

    Inaugurado a 30 de abril de 2007 entre Corroios e Cova da Piedade, e estendido a Cacilhas em novembro de 2008, o Metro Transportes do Sul (MTS) transforma a mobilidade entre Almada e Seixal.

  12. Hoje

    Cidade universitária, cultural e ribeirinha

    Almada é hoje sede de ensino superior, de um dos festivais de teatro mais respeitados da Europa, e destino turístico de praia e património — sem nunca perder a identidade ribeirinha que a fez nascer.

Em movimento

A Costa da Caparica vista do céu

Um olhar aéreo sobre a Costa da Caparica, no concelho de Almada — areal, arriba fóssil e o Atlântico ali mesmo ao lado da cidade.

Nota — vídeo de terceiros incorporado a partir do YouTube. Para conteúdo oficial da autarquia, o canal youtube.com/cmalmada reúne os vídeos da Câmara Municipal de Almada.

Roteiro

Pontos de interesse

De miradouros a museus flutuantes: o essencial para conhecer Almada a pé, de elevador ou de cacilheiro.

1 Ex-líbris

Santuário do Cristo Rei

Inaugurado em 1959 e inspirado no Cristo Redentor do Rio de Janeiro, com 110 metros de altura e vista panorâmica sobre Lisboa, o Tejo e a Ponte 25 de Abril.

cristorei.pt →
2 Miradouro

Elevador Panorâmico da Boca do Vento

Sobe 50 metros e liga a Almada Velha à zona ribeirinha e ao Jardim do Rio, com terraço e vista sobre o Tejo — trajeto gratuito, todos os dias das 9h30 às 23h30.

cm-almada.pt →
3 Museu flutuante

Cacilhas e a Fragata D. Fernando II e Glória

Antiga zona industrial hoje ponto de encontro à beira-rio, com esplanadas em frente a Lisboa e o navio-museu da última fragata de guerra a vela do mundo.

cm-almada.pt →
4 Arte & jardim

Casa da Cerca — Centro de Arte Contemporânea

Uma quinta centenária transformada em espaço de exposições, com jardins e vista privilegiada sobre o Tejo — também palco do Festival de Almada.

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5 Castelo

Almada Velha e o Castelo

O bairro histórico onde tudo começou: ruas estreitas, escadinhas e a Fonte da Pipa, testemunha do cerco castelhano de 1384. Vale a pena perder-se sem mapa.

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6 Natureza

Arriba Fóssil da Costa da Caparica

Paisagem Protegida desde 1984, com cerca de 13 km e 1599 hectares — a falésia que acompanha o areal da Costa da Caparica, cenário natural único no país.

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7 Pulmão verde

Parque da Paz

O maior parque urbano do concelho, com 50 hectares de relvados, um lago com fauna diversa e a Estação da Biodiversidade — o grande pulmão verde de Almada.

cm-almada.pt →
8 Memória

Museu da Cidade — Casa da Cidade

Instalado na antiga Quinta dos Frades, o núcleo sede do Museu de Almada reúne a exposição de longa duração sobre a história do concelho, complementada por mostras temporárias.

cm-almada.pt →
RIO TEJO LISBOA → OCEANO ATLÂNTICO PRAIAS DA COSTA DA CAPARICA 1 Cristo Rei 2 Elevador 3 Cacilhas 4 Casa da Cerca 5 Almada Velha 6 Arriba Fóssil 7 Parque da Paz 8 Museu da Cidade
Metro Sul do Tejo Cacilheiro / Transtejo Autocarro TST Ponto de interesse (ver números nos cartões acima)
Mobilidade

A rede de transportes

Almada está a 10 minutos de cacilheiro de Lisboa e ligada por metro de superfície, comboio, autocarro e barco — a Margem Sul não fica longe de nada.

MTS · Metro Sul do Tejo
Univ. NOVA FCT Almada / Pragal Corroios Cacilhas
Transtejo · Cacilheiro
Cais do Sodré Cacilhas (10 min)
Fertagus · Comboio
Setúbal Pragal / Corroios Lisboa
TST · Carris Metropolitana
Costa da Caparica Almada centro Seixal / Sesimbra
Metro de superfície — 3 linhas, 19 estações, 13,5 km, desde 2007 Barco — Cais do Sodré–Cacilhas (10–15 min) e Belém–Trafaria/Porto Brandão (20 min) Comboio — interface em Pragal e Corroios com ligação a Setúbal e Lisboa Autocarro — rede TST/Carris Metropolitana para todo o concelho e região
À mesa

Gastronomia

Entre o rio e o mar, a cozinha de Almada é, sobretudo, uma cozinha de peixe fresco, marisco e petisco partilhado.

Cacilhas

Marisqueiras ribeirinhas

A faixa de restaurantes junto ao terminal fluvial é célebre pelo marisco fresco e pelo peixe grelhado, com Lisboa como pano de fundo do outro lado do rio.

Costa da Caparica

Peixe de areal

Nos restaurantes junto à praia, a caldeirada, as amêijoas e o peixe do dia são companhia obrigatória de um pôr do sol atlântico.

Petisco

Bifanas e tasquinhas

As tasquinhas de bairro, com as suas bifanas e petiscos de balcão, continuam a ser o retrato mais informal — e mais afetivo — da mesa almadense.

Doçaria

Tradição conventual

Como em toda a região ribeirinha, a doçaria de origem conventual portuguesa marca presença nas pastelarias do concelho, para fechar a refeição em beleza.

Costa da Caparica

Praias

Um extenso areal atlântico, sustentado pela imponente arriba fóssil, com praia para cada tipo de dia.

01

Praias urbanas

Junto à vila da Costa da Caparica, com bons acessos, apoios de praia e o ambiente mais familiar do areal.

02

Zona de surf

Ondulação constante e escolas de surf tornaram a Costa da Caparica uma referência para quem procura mar bravo.

03

Arriba Fóssil

A falésia que acompanha o litoral cria um cenário natural dramático, visível em quase todo o percurso do areal.

04

Fonte da Telha e sul

Mais a sul, o areal ganha um ar mais selvagem e tranquilo, longe da azáfama do centro da Costa da Caparica.

Ficar

Onde ficar

De soluções hoteleiras tradicionais a experiências mais intimistas, o concelho tem alojamento para quem quer ficar mais do que um dia na Margem Sul.

Hotéis & hostels

Da hotelaria tradicional a pousadas e hostels, com opções junto ao rio, à cidade e às praias.

Alojamento local & turismo de habitação

Experiências mais intimistas em casas particulares e turismo de habitação, registados junto da autarquia.

Campismo & caravanismo

Para quem prefere dormir mais perto da natureza, junto à Arriba Fóssil e ao litoral da Costa da Caparica.

Ver alojamento oficial — Ficar ↗
Palco

Teatro

"Uma companhia nascida ainda em ditadura, que fez de Almada um dos palcos mais respeitados da Europa."

  • 1971 Nasce em Lisboa o Grupo de Campolide, fundado por Joaquim Benite.
  • 1978 A futura Companhia de Teatro de Almada instala-se na cidade.
  • 1984 Primeira edição da Festa de Teatro de Almada, em palco improvisado ao ar livre no Beco dos Tanoeiros.
  • 2005 Inauguração do edifício do Teatro Municipal Joaquim Benite, projeto de Manuel Graça Dias e Egas José Vieira.
  • Hoje O Festival de Almada é um dos festivais de teatro mais respeitados da Europa, com programação internacional todos os julhos.

O Teatro Municipal Joaquim Benite é a casa da Companhia de Teatro de Almada (CTA), companhia residente desde a fundação do edifício. Além da temporada regular — que combina criação própria com dança, música e ópera — o teatro é o coração do Festival de Almada, que desde 1984 traz à cidade companhias de referência nacional e internacional, consolidando a Margem Sul como destino cultural incontornável.